Temporal no Rio deixa ao menos três mortos e cidade entra em estágio de crise

31/01/2006 - Chuva alaga Av. Brasil na altura de Bonsucesso em frente a Fiocruz.© Fábio Motta/Estadão

31/01/2006 – Chuva alaga Av. Brasil na altura de Bonsucesso em frente a Fiocruz.

Um temporal que atinge o Rio de Janeiro desde o início da noite desta segunda-feira, 8, alagou ruas, derrubou árvores e destruiu carros em vários bairros. A Polícia Militar confirmou que uma pessoa morreu na Rua Marquês de São Vicente, na Gávea, zona sul da cidade. Já no Morro da Babilônia, o Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro em um soterramento e informou que duas mulheres adultas morreram. As equipes continuam no local em busca de outras possíveis vítimas.


 
 
 

A força da água também teria causado o desabamento de mais um trecho da ciclovia Tim Maia, projetada para ligar o Leblon, na zona sul, à Barra da Tijuca, na zona oeste. Imagens foram divulgadas nas redes sociais, mas até as 23h não havia confirmação oficial da queda da estrutura. 

A cidade entrou em estágio de atenção às 18h35 e às 20h55 passou para o estágio de crise — o mais grave de três níveis de risco, segundo a escala usada pela Prefeitura. Segundo a administração, em quatro horas choveu mais do que nos dias 6 e 7 de fevereiro, quando a chuva causou a morte de seis pessoas. Até as 23h, a Defesa Civil havia acionado 39 sirenes em 20 comunidades. Bombeiros haviam recorrido a botes para retirar alunos de uma escola na Gávea. A Prefeitura informou que em razão das chuvas estão canceladas as aulas da rede municipal nesta terça.

Prefeitura do Rio @Prefeitura_Rio
 

Aulas suspensas nas escolas da rede municipal nesta terça-feira, 9, devido às chuvas desta noite.

Em entrevista à TV Globo, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) qualificou a chuva como “atípica” e afirmou ter havido um deslizamento na Avenida Niemeyer, que liga o Leblon a São Conrado, na zona sul. A via tinha sido interditada antes e não houve registro de feridos.

Crivella elogiou a atuação dos agentes da Prefeitura e disse que eles iriam trabalhar para que o trânsito na cidade nesta terça não fosse muito impactado. “A gente teve uma chuva forte de 152 milímetros nas últimas quatro horas na Rocinha e 162 milímetros em Copacabana. Essa é uma chuva completamente atípica. A gente sempre tem previsão de chuva forte, mas não assim com esse dobro de intensidade que é a média do mês de abril inteiro”, afirmou o prefeito.

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Nas primeiras horas do dia, o bairro mais afetado era o Jardim Botânico, na zona sul, onde em quatro horas choveu 155,4 milímetros, mais do que o esperado para todo o mês de abril (136 mm), segundo a Prefeitura do Rio. Dezenas de carros foram arrastados pela água e até o calçamento foi arrancado pela força da enxurrada.

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MetSul Meteorologia@metsul
 

TEMPO | Chuva não para no Rio de Janeiro e é forte em alguns bairros. Volume desde o fim da tarde supera os 200 mm em pontos da capital fluminense. Será um dos maiores e mais graves eventos de chuva da história recente da cidade do Rio de Janeiro.

 
 

O segundo bairro mais prejudicado era o Alto da Boa Vista, na zona norte, onde choveu 102,6 mm, sendo que a média para todo o mês é de 193,8 mm. Na zona norte, o Rio Maracanã transbordou. Na zona sul, Botafogo e Laranjeiras registraram dezenas de alagamentos.

Centro de Operações Rio @OperacoesRio

CHUVA | Entre 0h e 0h15, houve registro de chuva fraca a moderada nas estações listadas na imagem.

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AV NIEMEYER SEGUE INTERDITADA, EM AMBOS OS SENTIDOS
Confira os demais bloqueios e outras ocorrências relacionadas à chuva no link: http://bit.ly/notacrise_080419  pic.twitter.com/HEtWrcJszV

 
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