Chineses reduziram consumo de carne suína em até 15%.

O consumo interno de carne suína na China caiu entre 10% e 15% desde o início do surto de febre suína africana (ASF) no país, aponta relatório do Rabobank.

“Acreditamos que o consumo de suínos na China enfraqueceu devido à preocupação dos consumidores e processadores com a segurança alimentar”, explica a instituição em nota assinada pela analista sênior Chenjun Pan.De acordo com o banco holandês, a proliferação da doença reduziu a oferta de suínos do país asiático e contribuiu para o aumento dos preços da proteína. Os dados oficiais da China apontam para uma queda de 22% do rebanho doméstico de suínos desde abril, mas o governo local trabalha com uma previsão de perdas no plantel de até 70% devido aos surtos da ASF.

 

Essas previsões, observa o Rabobank, foram as mais otimistas divulgadas até então. O banco acrescenta ainda que as perdas reais do rebanho de suínos continuam difíceis de serem contabilizadas. Além disso, a analista explica que a queda no consumo varia dependendo do canal de distribuição, sendo mais acentuada entre processadores.

O Rabobank disse ainda que pode levar mais de cinco anos para que a produção de carne suína da China se recupere totalmente da ASF. Nesse intervalo de tempo, relata o banco, os consumidores chineses se acostumarão a comer menos carne suína, mas o porco continuará sendo a principal proteína consumida no país.

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