Lula se recusa a sair da prisão; Crise afeta números da indústria brasileira há 5 anos

Os principais jornais do país destacam, nesta terça-feira (1), a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não progredir para o regime semiaberto, como pediu à Justiça o Ministério Público Federal. Em carta, o petista disse que não aceitará a progressão da pena pois a considera uma “barganha”.

Segundo o jornal O Globo, o ex-presidente aposta na obtenção de uma decisão favorável no Supremo Tribunal Federal (STF) nas próximas semanas. A estratégia dos advogados de Lula é aguardar a crescente fragilidade da operação Lava Jato. Na última semana, o STF formou maioria no entendimento de que os demais réus devem apresentar suas alegações finais depois dos delatores nos processos.

O Globo lembra que esse julgamento pode levar à anulação 32 sentenças da Lava Jato e beneficiar cerca de 150 condenados na operação. “Lula diz não querer regime semiaberto pedido pela Lava Jato”, destaca a manchete do Globo.

 
 
 
 
Juíza pede informações sobre Lula antes de decidir progressão de regime

Juíza pede informações sobre Lula antes de decidir progressão de regime

Em seu destaque principal, a Folha de S.Paulo lembra que o ex-presidente atingiu a marca de um sexto da pena por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Associado ao bom comportamento na cadeia, a força-tarefa da Lava Jato no MPF pediu essa progressão da pena de Lula, do regime fechado para o semiaberto.

 

Como informou o blog, para o procurador Marcelo Ribeiro, integrante da Lava Jato, “o Estado não pode exercer mais poder do que tem”. Segundo Marcelo Ribeiro, ao serem preenchidos os requisitos para a progressão de uma pena, o Estado não pode manter o preso fora do regime que a lei determina.

A recomendação assinada por 15 procuradores do grupo de Curitiba, entre eles marcelo Ribeiro e o chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, será analisada pela juíza substituta Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba. Segundo a Folha, a juíza solicitou a “certidão de conduta carcerária” do ex-presidente.

Enquanto isso, a defesa de Lula pediu ao Supremo que ação que questiona suspeição (se houve parcialidade) do ex juiz federal e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, seja julgada com urgência pela Segunda Turma. Caso a Corte julgue que houve parcialidade de Moro enquanto juiz do caso, a condenação do ex-presidente poderá ser anulada. “Lula desafia Lava Jato e diz não ‘barganhar liberdade’”, sublinha o título principal da Folha.

Em sem título principal, o Estado de S.Paulo destaca que as causas do declínio das atividades de indústria no Brasil podem estar ligadas a episódios como o desabamento da barragem da Vale em Brumadinho-MG e à queda nas exportações para a Argentina.

Segundo o jornal, à medida que as indústrias avançaram 10% pelo mundo, as atividades nas fábricas brasileiras caíram 15% nos últimos cinco anos. A queda acentuada no período passaram a ameaçar a permanência do Brasil entre as dez nações mais industrializadas.

O matutino lembra que a indústria, que tem peso de 11% no PIB, chegou a ter um pequeno registro de crescimento em 2017 e 2018.

Na avaliação do economista Rafael Cagnin, contudo, o fraco desempenho da indústria reflete problemas de competitividade e produtividade, atrapalhada há anos pela complexa estrutura tributária, o baixo investimento e a estagnação do parque produtivo, fatores vistos como estruturais pelo economista.

Especialista ouvido pelo jornal acredita que o país passa até por uma depressão. “Se a situação em que a indústria brasileira está não é uma depressão, eu não sei mais o que poderia ser”, afirma o ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore. “Indústria no Brasil cai 15% em 5 anos; no mundo, cresce 10%”, informa o título principal do Estadão.

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