Mato Grosso do Sul bate recorde de abertura de empresas

Aumenta o número de empresas criadas em 2019 no Estado de Mato Grosso do Sul. Até o momento, foram 6.640 empresas constituídas neste ano, o resultado é superior desde o registrado em 2015 que foram 5.921. E esse recorde tem a possibilidade de superar 2014, isso porque o mês de dezembro ainda não foi contabilizado. Os dados são da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems).

Só em Campo Grande são, no total, 100.869 empresas em funcionamento. Desse montante, 15.183 são empresários individuais e 58.851 são microempreendedores (MEI). As Eirelis (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) somam 7.303.

Só no mês de setembro foram abertas 604 novas empresas na Capital, melhor número desde 2015. No comparativo com o mesmo mês do ano de 2018 (489) o total foi 23,51% superior.

O número de empresas extintas também está batendo recorde e registra o menor desde 2016. Em 2019, até o mês de novembro, foram 2.801 empresas extintas em Mato Grosso do Sul. Em 2018 foi o ano com maior número, em que o Estado bateu o recorde de fechamento de empresas desde 2005, somando 3.245.

No comparativo com o total de empresas abertas, nos últimos quatro anos e as extintas, quase a metade não conseguiram sobreviver. Foram 13.844 extintas, nesse período, contra 30.717 abertas, no estado todo.

Ainda de acordo com estatísticas divulgada pela Jucems, em Mato Grosso do Sul existem 535.798 empresas e 36.850 filiais.

OTIMISMO

Mesmo com a crise econômica instalada no Brasil, em que muitos estados não conseguiram cumprir com a folha de pagamento de servidores, os sul-mato-grossenses podem respirar um pouco de otimismo com as estatísticas apontadas pela Jucems.

Esse é o caso do empresário Lodomilson Alexandre, de 51 anos. Ele está no ramo de empresário na área farmacêutica desde 1989 e está prestes a inaugurar mais uma loja. Só que dessa vez, ele vai investir em outro ramo, o de cosméticos. O valor do investimento é de, aproximadamente, R$ 120 mil. “Não é fácil, mas temos que confiar. Percebi que o crescimento de cosméticos está cada dia maior, apesar de termos uma das maiores arrecadações, temos que acreditar que vai dar certo”, afirmou Alexandre ao lembrar que alguns produtos chegam a custar até 26% só de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Outro caso é o da gerente de uma loja de bijuterias. Kenia Soares está administrando a filial da marca. A empresa teve tanto sucesso que a proprietária resolveu abrir filial na Rua 14 de Julho. “Ano passado o movimento foi ruim, mas esse ano já estamos recuperando e com essa nova loja, as coisas melhoraram mais ainda”, afirmou Kenia.

De acordo com o secretário Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, o aumento de aberturas de novas empresas se deve a vários fatores. “Uma questão fundamental foi o processo de facilitação da junta digital, temos sistema integrado”, afirmou o secretário.

Verruck lembrou também que as juntas comerciais físicas do interior do Estado estão praticamente encerradas ao longo do ano de 2019, tem apenas três operando e em 2020 não terá nenhuma junta comercial. “Criamos também contrato padrão em que em segundos podemos abrir nova empresa, facilitamos o fechamento também, não cobramos mais o fechamento e o débito passa para a pessoa física”, completou o secretário.

Ainda de acordo com Verruck, Mato Grosso do Sul é o segundo estado com menor taxa de desemprego do País e isso não impediu que o Estado tivesse o crescimento dos MEIs, que são aquelas pessoas autônomas. O secretário pontuou também a elevada concentração de micro e pequenas empresas. “Praticamente 90% da criação de empresas são das micro pequenas empresas; a abertura de empresa é a primeira sinalização da retomada da atividade econômica e da confiança”, declarou.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), João Carlos Polidoro acredita que o crescimento da abertura de empresas em 2019 é reflexo da crise econômica a partir de 2014, que levou a extinção de milhares de empregos e o encerramento das atividades de várias empresas. “O brasileiro buscou outras alternativas de renda e empreender de maneira informal foi uma delas. Agora com o processo de recuperação econômica e o aumento do otimismo do consumidor e dos investidores, o ambiente está mais favorável a novos negócios. A medida provisória da Liberdade Econômica foi outro passo significativo, pois isso desburocratiza a concessão de alvarás e licenças por parte do governo federal e dá ao empreendedor mais facilidade na hora de abrir um negócio”, afirmou o presidente.

Polidoro aderiu também o crescimento de abertura das empresas ao cenário de desenvolvimento econômico e as reformas trabalhista e da previdência. “E o governo federal agindo para enxugar gastos públicos. Tivemos um período de investimentos represados devido à crise, agora, com os sinais de retomada econômica, o interesse dos brasileiros em abrir um negócio deve aumentar ainda mais”, finalizou

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