Estudo aponta queda de 22% no pico do coronavírus e descarta colapso na saúde de Campo Grande

Professores da  (Universidade Federal de ), divulgaram nesta terça-feira (22), um novo estudo matemático que aponta a redução de 22,06% no pico de contágio da , o novo coronavírus, no Estado.

De acordo com os professores Erlandson Saraiva e Leandro Sauer, em sete dias, a quantidade de pacientes internados em leitos clínicos reduziu de 271 para 240 casos. Já os internados em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), de 230 para 219 pessoas, de 14 de setembro a segunda-feira (21).

O valor da média móvel de casos confirmados na ontem foi de 660,70, contra 847,71 por dia, registrados há 7 dias, apontando redução de 22,06% na curvatura. A diminuição de óbitos em decorrência da doença também sofreu queda de 25,56%.

“Ou seja, a partir de amanhã (22) é esperado que o número médio de pessoas infectadas comece a reduzir. Além disso, as projeções não indicam a possibilidade de colapso do sistema público de saúde”, afirmam.

Redução na transmissão

Outro dado da pesquisa é que a transmissão da doença está caindo, o cálculo indica que a redução em sete dias foi de 1,08%.

“Esse valor indica que estamos muito próximo do valor de estabilidade da doença, que é 1,0. De acordo com a escala denominada de Covidímetro, proposta por professores da UFRJ, este valor indica um risco moderado de propagação da doença”, disse Sauer.

Redução lenta em Campo Grande

Segundo os professores, com relatórios anteriores, o fico em Campo Grande é estimado para sexta-feira (25). A redução foi pouco significada em casos de internação, passando de 308 para 282, desde o dia 13 para o dia 20 de setembro.

A quantidade de pacientes internados em leitos clínicos reduziu de 165 para 149; leitos de UTI de 143 para 132, no mesmo período. A média móvel de casos confirmados sofreu redução de 28,58%, na última semana.

Já as mortes, nos últimos 20 dias, a média móvel variou entre seis a oito óbitos por dia, mantendo a estatística de 1,06.

“Como sempre enfatizado nos relatórios anteriores, esses resultados mostram a necessidade de a população continuar seguindo as orientações de especialistas da área da saúde para se manter o isolamento social sempre que possível. Este procedimento é necessário para mantermos o cenário de achatamento da curva e evitarmos o início de um quinto cenário de crescimento da doença”, afirmam os professores.

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