Eleitor vende voto por R$ 100, recebe carona para ir ao local de votação e polícia prende dupla em flagrante.

Por Graziela Rezende, G1 MS

A Polícia Civil de Água Clara, a 193 km de Campo Grande, prendeu duas pessoas praticando o crime eleitoral de compra de votos e também o transporte ilegal de eleitor, nesse domingo (15). Ao G1 o delegado Felipe Madeira, responsável pelas investigações, disse que eles ficaram em silêncio no depoimento e não tiveram direito à fiança, sendo que a decisão judicial sobre a manutenção da prisão deve ocorrer nesta segunda-feira (16).

Segundo a polícia, as equipes começaram a fazer rondas durante as eleições, quando suspeitaram da “movimentação estranha” em um veículo. O carro, que incialmente era dirigido por um único homem, passou a ter uma mulher e depois outro indivíduo na condução.

Houve a abordagem e a polícia constatou que o motorista e a mulher, ambos cabos eleitorais de um candidatos a vereador da cidade, ficaram nervosos e apresentaram “respostas contraditórias sobre o que estariam fazendo no momento”. É neste momento que a investigação apontou que a outra pessoa que estava no carro era um eleitor. Ele confirmou que havia vendido o voto por R$ 100, após oferta realizada pela dupla.

No depoimento, o homem ainda contou que tinha sido abordado na casa da avó dele, momento em que pegou o dinheiro e ainda aceitou o convite para ser transportado até seu local de votação. Como estava sem documentos, a dupla ainda ofereceu a carona, usando inclusive o carro em nome da esposa do candidato a vereador que eles estavam “trabalhando”.

Na ocasião, os policiais disseram que esperaram o homem entrar no carro e esperaram alguns minutos, até fazerem a abordagem. Com a mulher, que não teve a identidade revelada, foram encontrados 153 santinhos do candidato e R$ 1.932, com diversas notas de R$ 100 e R$ 50.

No celular dela e também do outro suspeito, de 32 anos, a polícia encontrou inúmeras conversas em que eles favam sobre a “urgência de conseguir mais votos”, além de indícios da prática de boca de urna virtual. Eles então foram autuados, por crimes que possuem penas máximas de 4 a 6 anos de reclusão.

O delegado ressaltou que, nas eleições estaduais passadas, a cidade de Água Clara também havia registrado prisão em flagrante por compra de votos.

Policiais no momento em que abordaram carro em cidade de MS — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Policiais no momento em que abordaram carro em cidade de MS — Foto: Polícia Civil/Divulgação

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