Vítima da covid aos 32, Sandra é sinônimo de saudade para o filho de 12 anos no Dia das Mães

Pela primeira vez, pai e filho passarão o Dia das Mães sem a presença e o carinho de Sandra, vítima do coronavírus. Lembrada pela alegria, cuidado com a família e espontaneidade, ela deixou muita saudade – sentimento que vai prevalecer na data celebrada neste domingo (9). Aos 32 anos, Sandra Goularte da Silva deixou o marido e o filho de 12 anos depois de ser infectada pelo coronavírus em julho passado. 

O funcionário público Ivo Santana, de 40 anos, conta que a esposa faleceu depois de ser infectada no trabalho. Sandra se cuidava muito para não ser infectada e sempre pensou na saúde da família, mas poucos dias depois de sair das férias e retornar ao trabalho, foi contaminada no frigorífico.

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Sandra deixou o esposo e o filho de 12 anos. (Foto: Reprodução)

A pandemia ainda estava no começo e a notícia da morte de uma mulher tão jovem chocou a todos, não só a família. Sem doenças prévias e praticante de atividades físicas, ninguém imaginava que ela pudesse morrer aos 32 anos de idade. 

Nove meses depois, a falta de Sandra é sentida em cada momento em família. “Lembramos dela nos nossos passeios, nos dias em casa. No domingo sempre ficávamos o dia todo juntos, faz muita falta, era ela que fazia nosso almoço e jantar”, conta. 

Perder a mãe não foi uma experiência fácil para Carlos Henrique, de 12 anos. O pai conta que foi difícil para o filho aceitar, principalmente no começo. Agora, ele conseguiu se conformar e o que fica é a saudade da mãe de cada momento especial com ela. “Ela chegava do frigorífico e a primeira coisa que queria era abraçá-lo. Eles sempre tiveram uma relação muito boa, ele era tudo para ela. Ela tinha muitos sonhos, trabalhava pensando nele”, diz Ivo. 

Sem a parceria da esposa, agora Ivo se preocupa em cuidar do filho. “Eu sou funcionário público, então trabalho, cuido da casa, ajudo ele nas matérias da escola. Ele era muito apegado, ela sempre trabalhou para dar o melhor a ele”.

Neste dia das mães, Carlos Henrique passará o tradicional almoço de domingo com o pai e a avó. O pai conta que a data será muito difícil, mas que pelo menos estarão juntos. “Vai ser muito triste, só não vai ser mais triste porque tenho minha mãe. A Sandra era alegre, espontânea, deixou muita saudade”, afirma Ivo.

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