Expectativa de produção de milho no MS reduz em 9% por conta da falta de chuva

A crise hídrica causada pela estiagem em boa parte do Brasil deve atingir as plantações de milho em Mato Grosso do Sul. Segundo dados do governo estadual, a falta de chuva comprometeu o desenvolvimento da 2ª safra de milho deste ano, com previsão de redução de 9% na produção desses grãos.

Segundo boletim circular do Siga (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), projeto realizado pela Aprosoja e Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), com recursos do Fundems, a estimativa inicial era de 2 milhões de hectares de área plantada com milho no Estado.

Isso é o equivalente a uma produtividade média de 75 sacas por hectare e produção de 9 milhões de toneladas. Conforme o documento, “as adversidades climáticas afetaram diretamente o desenvolvimento fenológico e a granação do milho, levando a maioria das lavouras a serem enquadradas na classificação ‘regular e ruins'”.

A previsão de aumento de 5,7% na área plantada se mantém, mas a produtividade foi revisada para 68,7 sacas por hectare, com expectativa de produção de 8,251 milhões de toneladas, sendo uma redução de 22,29% quando comparado ao ciclo de 2019 e 2020.

A redução da produção de milho vai resultar também em menor volume do grão exportado e pressão pela alta dos preços. A saca de milho esta cotada em R$ 72,50 em Mato Grosso do Sul e o secretário Jaime Verruck, titular da Semagro explica o impacto da produção menor.

Em publicação feita pelo governo de MS, o titular da Semagro, Jaime Verruck, explicou que há uma demanda grande do consumo de milho, o que faria os preços ficarem estáveis. Ainda assim, há uma preocupação em relação a outras atividades. “Nos preocupa essa pressão de custo que vamos ter sobre a avicultura, suinocultura e a própria bovinocultura, dado que o milho está realmente num preço elevado”.

“Isso ocorre não somente em Mato Grosso do Sul, mas no Brasil. Devemos ter uma quebra de safra substancial em MT, MS, PR e GO”, finaliza.

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