Seleção brasileira de ginástica feminina conquista inédita medalha de prata no Mundial

A seleção feminina de ginástica artística, formada por Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Júlia Soares e Lorrane Oliveira, conquistou a medalha de prata no Mundial da Antuérpia, na Bélgica. A equipe vencedora foi a seleção dos Estados Unidos, enquanto a França fechou o pódio e ficou com o bronze.

O resultado alcançado na tarde desta quarta-feira foi inédito para o país, que nunca havia conquistado uma medalha por equipes em um Mundial. Na edição de 2022, disputado em Liverpool (Inglaterra), elas ficaram na quarta colocação, o melhor resultado até então.

No somatório geral, a equipe dos EUA conseguiu 167.729; o Brasil, 165.530; e a França, 164.064. O restante da classificação foi completado por China, Itália, Grã-Bretanha, Holanda e Japão.

Confira o resultado final:

  1. Estados Unidos (167.729)
  2. Brasil (165.530)
  3. França (164.064)
  4. China (163.162)
  5. Itália (162.997)
  6. Grã-Bretanha (161.864)
  7. Holanda (159.563)
  8. Japão (157.496)

As americanas confirmaram seu favoritismo na Bélgica. A vitória foi sacramentada após a apresentação de Simone Biles no solo, que fechou a prova, e tirou a nota 15.166.

Chinesas e britânicas prometiam ser as principais concorrentes às brasileiras no pódio, mas suas ginastas tiveram problemas com quedas.

Rebeca Andrade, durante a final por equipes do Mundial da Antuérpia — Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Rebeca Andrade, durante a final por equipes do Mundial da Antuérpia — Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Em relação a cada aparelho, o Brasil obteve: 42.666 no salto; 42.166 no solo; 41.299 nas barras; e 39.399 na trave.

O destaque do time foi Rebeca, grande nome da seleção, que conseguiu 14.900 no salto, o mesmo resultado das eliminatórias, e teve um belo desempenho no solo, recebendo a nota de 14.666. Na trave, Flávia também teve um ótimo desempenho, tirando 14.066.

— Eu sempre falei que, individualmente, tenho todas as conquistas, mas faltava essa. E elas me deram. Estou muito feliz — disse Rebeca, após o pódio.

Vaga em Paris

Na segunda-feira, a seleção brasileira já havia conseguido a vaga nas Olimpíadas de Paris, em 2024, onde terá um time completo no ano que vem, com cinco ginastas. Isso permitiu a elas competirem com menos pressão. Na última edição, em Tóquio, o feminino não foi como equipe, e teve apenas Rebeca e Flávia.

— É o trabalho de muitas pessoas. Hoje, a gente firmou a escola de ginastica do Brasil, e a experiência que a gente tem adquirido ao longo dos anos — disse Jade, a mais experiente da equipe, com 32 anos. — Garantimos nossa vaga. E a gente falava que poderia ser a terceira equipe do mundo, mas a segunda é muito melhor.

O Mundial segue e, na sexta-feira, acontecem as finais individuais. O Brasil classificou duas atletas no primeiro grupo, Rebeca Andrade e Flávia Saraiva. Enquanto Rebeca estará em quatro finais (individual geral, salto, solo e trave), Flavinha se classificou para duas (individual geral e solo).

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