/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/T/f/iaIbdVQgABaauS1iuh7g/foto-g1-2025-03-06t145843.065.png)
Bruno Henrique Brandão matou Evelyn de Souza em Araçatuba (SP) — Foto: Reprodução/Facebook
O caminhoneiro Bruno Henrique Brandão, de 37 anos, preso acusado de matar a esposa e esconder o corpo em um canavial será julgado nesta quinta-feira (13) em Araçatuba (SP).
O réu será submetido a júri popular pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. A enfermeira Evelyn de Souza, de 40 anos, foi assassinada no dia 3 de março de 2025, mas Bruno foi preso pela polícia dois dias depois. Ao g1, a defesa de Brandão diz que busca um resultado proporcional à realidade dos fatos. Leia a nota completa abaixo
A investigação teve início após a Polícia Civil ser informada sobre o desaparecimento da enfermeira. No dia do crime, policiais militares chegaram a localizar Bruno em um bar após uma denúncia anônima de que ele estaria sujo de sangue e armado. Na ocasião, como nenhuma arma foi encontrada, o caminhoneiro acabou liberado.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/b/T/BzlWqDQOSxBhZcUrFAOQ/design-sem-nome-2025-03-05t191336.468.jpg)
Corpo de mulher é encontrado em canavial às margens da SP 463 em Araçatuba (SP) — Foto: Reprodução / Whatsapp
No dia 5 de março de 2025, o corpo de uma mulher com características semelhantes às de Evelyn — que portava uma aliança e uma pulseira na mão esquerda — foi encontrado por um trabalhador em um canavial da região. A polícia foi acionada em seguida.
Após identificarem a vítima, os agentes foram até a residência do casal. Bruno foi localizado no imóvel e preso em flagrante. Na casa, as equipes encontraram vestígios de sangue ao lado da cama do casal.
Motivação do crime
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/b/Z/A32BMQSAiAuC9fZLLLYg/foto-g1-2025-03-06t145708.104.png)
Bruno Henrique Brandão confessou que matou Evelyn de Souza em Araçatuba (SP) — Foto: Reprodução/Facebook
Pressionado pela polícia, o caminhoneiro confessou ter matado a esposa e escondido o corpo em meio à plantação de cana-de-açúcar. À época, ele alegou que uma discussão por conta de um carro que estava registrado no nome da mulher motivou o feminicídio.
Em depoimento, Bruno detalhou que agrediu a companheira com dois socos no rosto e, em seguida, a esganou até a morte. Na sequência, ele colocou o corpo no veículo e o abandonou no canavial. A polícia informou que, na ocasião, ele demonstrou arrependimento.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/9/B/3FDR8RRryDsHxBbq5h1Q/foto-g1-2025-03-06t083726.487.png)
Evelyn de Souza foi morta pelo marido em Araçatuba (SP) — Foto: Reprodução/Facebook
O casal estava junto há dois anos. Evelyn, que atuava como enfermeira, deixou três filhos: dois gêmeos e uma menina mais nova.
Se condenado, o réu poderá cumprir pena de 20 a 40 anos de reclusão, conforme prevê o Código Penal.
O que diz a defesa
A defesa de Bruno Henrique Brandão, inicialmente, ressalta que se pauta pelo absoluto respeito à memória da vítima e à dor de seus familiares.
Todavia, é imperativo que o julgamento ocorra sob o prisma da legalidade e do devido processo penal, afastando-se o clamor social e as condenações precipitadas.
A defesa busca um resultado proporcional à realidade dos fatos e não a rótulos jurídicos que não se sustentam tecnicamente.
Confiamos no Conselho de Sentença da Comarca de Araçatuba, juízes naturais da causa, que saberão distinguir a tragédia da crueldade deliberada, garantindo a Bruno um julgamento justo e a aplicação fidedigna da lei penal.
